Quer um mundo sem apagões? Abasteça o futuro com Energias Renováveis

Renovação e Sustentabilidade

Seja no âmbito público ou privado, uma parte essencial da maioria dos planos de combater o aquecimento global é a mudança para fontes de energia renováveis. Com a solar e a eólica liderando o caminho, as renováveis estão constantemente achando sua entrada na infraestrutura de um número considerável de empresas e países. Alguns já se tornaram 100% renováveis, enquanto outros continuam a se desligar cuidadosamente dos combustíveis fosseis.

Entretanto, há um obstáculo considerável que os novos adaptadores de energias renováveis irão inevitavelmente encontrar. Energia provinda do sol e do vento e, em menor grau, do hidrogênio, são dependentes das circunstâncias questão além do controle humano. Uma solução emergente para essa questão é o uso de aparelhos de armazenamento de energias ou baterias de nível comercial como a Tesla’s Powerpack.

Um novo estudo da Universidade de Stanford e da Universidade de Califórnia-Berkeley (UCB) argumenta que esse obstáculo pode muito bem ser ultrapassado através de uma combinação de soluções. Ao tornar as energias renováveis inteiramente confiáveis elas poderiam sozinhas abastecer consistentemente todos os setores e deixar os apagões pra história. Um manuscrito do estudo foi publicado no jornal Renewable Energy.

O autor Mark Jacobson, um professor de engenheira civil e ambiental na Universidade de Stanford, também liderou um estudo recente que apresentou um caminho para a dependência 100% de energias renováveis para 139 nações. Neste estudo, os pesquisadores completaram os caminhos, sugerindo três cenários que maximizariam o uso de energias renováveis e sustentariam a mesma para fornecer a rede.

Três Soluções

Usando uma combinação de programas de modelagem no computador que podem prever os padrões climáticos mundiais de 2050 a 2054, Jacobson e seus colegas construíram cenários em que 139 nações, agrupadas em 20 regiões do mundo, haviam convertido todos os seus setores para energias renováveis até 2050. A equipe também considerou o efeito da produção de energia das fontes solar e eólica. Usando outro modelo, a equipe então calculou a energia produzida for fontes renováveis mais estáveis, como a geotérmica e hidrogênio.

 “Um dos maiores desafios de encarar sistemas de energia baseados inteiramente em energia eólica, água e energia limpa com zero emissão é combinar a oferta e a demanda, com uma confiabilidade quase perfeita e a um custo razoável.” O coautor Mak Delucchi, cientista e pesquisador da UCB, afirmou. “Nosso trabalho mostra que isso pode ser atingido, em quase todos os países do mundo e com tecnologias estabelecidas.

Os resultados descreveram três cenários em que as nações atingiram um equilíbrio apropriado entre e a produção de energias a partir de fontes renováveis e a demanda energética de 2050. Além disso, nos três cenários, apagões com baixos custos de energia foram evitados por um período de cinco anos. Os pesquisadores notaram que ter uma maior variedade nas opções de armazenamento de foi um importante fator no resultado final.

Paras as 20 regiões do CASO A, o armazenamento de energia solar concentrada (CSP), as baterias e o armazenamento de energia térmica se mostraram cruciais – entretanto, o estudo observou que “não foram adicionadas turbinas hidrelétricas ou bombas de calor além da capacidade atual.”

De maneira parecida, as 20 regiões do CASO B, foi descoberto que o armazenamento de energia térmica e CSP com armazenamento eram fundamentais; a única diferença foi a adição de turbinas hidrelétricas. Contudo, o estudo notou que não houve aumento na produção anual de energia hídrica.

No terceiro cenário – CASO C – a situação ocorreu um pouco diferente. CSP e baterias comerciais foram as opções de armazenamento de energia que dominaram as regiões do cenário (14, ao invés de 20), mas nenhuma turbina hidrelétrica foi incluída. Entretanto, o estudo comprovou que “as bombas de calor sem armazenamento substituíram todo o armazenamento de energia térmica a baixa temperatura.”

Jacobson resumiu os resultados do estudo dizendo:

Nosso maior resultado foi que existem múltiplas soluções para o problema. Isso é importante por que a maior barreira para a implementação em larga-escala de energias renováveis limpas é a percepção das pessoas de que é muito difícil manter as luzes acesas apenas com o vento e o sol.

Jacobson também observou que uma importante consideração para os três casos, em termos de criação de um roteiro que funcione, é uma cooperação politica entre as 139 nações. Entretanto, isso provavelmente não é nenhuma surpresa – considerando como programas de energia limpa e acordos climáticos costumam depender bastante nos políticos das nações envolvidas.

 “Idealmente, você teria uma cooperação na decisão de onde deveriam ser instalados os parques eólicos, os painéis solares, onde você deve colocar as baterias,” Jacobson explicou. “O sistema inteiro é mais eficiente quando é planejado antes do tempo e feito um passo de cada vez.”

Ter um roteiro realmente testado, deve pelo menos ajuda a guiar essas nações – e os pesquisadores esperam que tenham confiança em agir antes cedo do que tarde. Se os avisos sobre o crescimento do aquecimento global forem atendidos, precisamos de uma infraestrutura de energia renovável estável bem antes de 2050.

 

Fonte: Futurism

 

Texto Original:

Whether at the national or corporate level, an integral part of most plans to combat climate change is making the shift to renewable energy sources. With solar and wind power leading the charge, renewables are steadily finding their way into the energy infrastructure of a number of countries and companies. Some have already become 100 percent renewable, while others continue to carefully wean themselves from fossil fuel.

There is, however, a sizable hurdle that early renewable energy adapters will inevitably encounter. Energy output from solar and wind, and to a lesser extent hydrogen, are dependent on circumstances beyond human control. An emerging solution to this issue is the use of energy storage devices or commercial-grade batteries like Tesla’s Powerpack.

A new study from Stanford University and the University of California, Berkeley (UCB) argues that this hurdle could very well be overcome by a combination of solutions. By making renewable energy completely reliable, it could provide consistent power across all sectors, potentially making blackouts a thing of the past. A manuscript of the study has been published in the journal Renewable Energy. 

Lead author Mark Jacobson, a civil and environmental engineering professor at Stanford, also lead a recent study that presented a roadmap to 100 percent renewable energy dependence for 139 nations. In the new study, the researchers completed the roadmap, suggesting three scenarios that would maximize renewable energy output and sustain power to supply the grid.

Three Solutions

Using a combination of computer modeling programs that can predict global weather patterns from 2050 to 2054, Jacobson and his colleagues constructed scenarios where 139 nations, grouped into 20 world regions, had converted all sectors into renewable energy by 2050. The team also factored in the effect on energy output from solar and wind power sources. Using another model, the team then calculated the energy produced by more stable renewable sources, such as geothermal and hydrogen.

“One of the biggest challenges facing energy systems based entirely on clean, zero-emission wind, water and solar power is to match supply and demand with near-perfect reliability at reasonable cost,” co-author Mark Delucchi, a UCB research scientist, said in a statement. “Our work shows that this can be accomplished, in almost all countries of the world, with established technologies.”

The results described three scenarios in which nations struck a proper balance between energy output from renewables and predicted energy demand for 2050. Of note, in all three scenarios, blackouts at low energy costs were avoided for a five-year period. The researchers noted that having various energy storage options available was an important factor in that outcome.

 For the 20 regions in CASE A, concentrated solar power (CSP) storage, batteries and thermal energy storage proved to be crucial — however, the study noted that “no hydropower turbines beyond current capacity or heat pumps were added.”

Similarly, the 20 regions in CASE B, also found that thermal energy storage and CSP-with-storage were key; the only difference was the addition of hydropower turbines. Though, the study noted that these didn’t increase annual hydrogen power output.

In the third scenario — CASE C — things played out a little differently. CSP and commercial grade batteries were the dominant energy storage options for the regions in the scenario (14 instead of 20),  but no hydropower turbines were included. However, the study noted that “heat pumps with no storage replaced all cold and low-temperature heat thermal energy storage.”

Jacobson summarized the results of the study, saying:

Our main result is that there are multiple solutions to the problem. This is important because the greatest barrier to the large-scale implementation of clean renewable energy is people’s perception that it’s too hard to keep the lights on with random wind and solar output.

Jacobson also noted that an important consideration for all three scenarios, in terms of creating a roadmap that works, is political cooperation between the 139 nations. That probably doesn’t come as a surprise, though — considering how clean energy programs and climate deals often depend quite heavily on the politics of the nations involved.

“Ideally, you’d have cooperation in deciding where you’re going to put the wind farms, where you’re going to put the solar panels, where you’re going to put the battery storage,” Jacobson explained. “The whole system is most efficient when it is planned ahead of time as opposed to done one piece at a time.”

Having a road-tested roadmap, so to speak, should at the very least help guide these nations — and the researchers hope they’ll be confident to take action sooner rather than later. If warnings about the rate of global warming are to be heeded, we need a stable renewable energy infrastructure in place well before 2050.

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