Usina solar flutuante de Primavera será a primeira do Brasil

Plantas fotovoltaica e eólica estão sendo instaladas em Rosana, na usina Porto Primavera. Investimento é de R$ 23 milhões

 

A primeira usina fotovoltaica do Brasil a utilizar a tecnologia de placas flexíveis e sistemas flutuantes, que está sendo construída na cidade de Rosana, em São Paulo, deve entrar em operação em maio deste ano. O secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, vistoriou nesta quinta-feira, 10 de março, as obras de conclusão da usina localizada na hidrelétrica Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera), que também contará com a primeira usina eólica do Estado.

O sistema de placas flutuantes produzirá energia por meio de painéis fixados em flutuadores específicos no reservatório da usina de Porto Primavera. “Nosso objetivo é testar essas tecnologias inovadoras para poder fornecer esse conhecimento para as empresas do setor e popularizar o uso das energias renováveis. A instalação de usinas solares em meio aquático representam um grande potencial para o Brasil e podem ajudar comunidades ribeirinhas e isoladas a terem energia”, explica o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

O projeto, que foi iniciado em maio de 2014, recebeu investimento de R$ 22,9 milhões da Cesp – Companhia Energética de São Paulo, por meio de recursos do programa de P&D da Aneel.

Para desenvolver as pesquisas dos últimos dois anos, de fundamental importância para a complementaridade dessas fontes, consideradas intermitentes, foi prevista a instalação de duas plantas com painéis solares rígidos de 250 kW em terra e 25 kW em sistema flutuante, e outras duas plantas com painéis solares flexíveis com 250 kW em terra e 25 kW em sistemas flutuantes.

“A planta solar rígida em terra entrou em operação em dezembro de 2015 e em janeiro gerou 103.600 kW/h, o suficiente para abastecer mais de 500 residências com consumo mensal de 200 kW/h”, destaca o subsecretário de Energia Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior.

A planta solar flexível em terra está em fase final de montagem e a instalação dos sistemas flutuantes começou em novembro de 2015. Todas as plantas serão instaladas até o final de maio de 2016, quando entrará em operação. A previsão de conclusão total do projeto, englobando a planta eólica, é agosto deste ano.

Estão sendo instalados 100 painéis rígidos flutuantes de 250 W cada um e 180 flexíveis flutuantes de 144 W cada. A área ocupada pelas placas flutuantes é de aproximadamente 500 m², e o reservatório possui 2.250 Km².

Este é o primeiro projeto de usina solar flutuante instalado em lago de usinas hidrelétricas no mundo, que permite aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das hidrelétricas e a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios. Projetos similares ainda estão sendo iniciados nas cidades de Balbina, no Amazonas, e em Sobradinho, na Bahia.

Também está sendo instalada no local a primeira planta eólica do Estado de São Paulo, que terá capacidade de cerca de 500 kW. “São Paulo não tem o mesmo potencial eólico que o nordeste do país, mas é aqui que estão instalados os fabricantes desse setor. Temos que estudar essa energia para fomentar sua geração no Brasil e a expansão do setor fabril no Estado de São Paulo”, comenta Meirelles.

As usinas fotovoltaica e eólica de Rosana irão produzir até 180.000 kWh/mês. Essa energia é suficiente pata atender 900 residências por mês.

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Fonte: TudoRosana

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