Rock In Rio por um mundo melhor e sustentável

Rock in Rio

Os grandes eventos tem o compromisso de alertar a população para as causas globais, assim como o Live Aid em 1985 sobre a pobreza e a fome na Etiópia, ou o SWU em 2010 e 2011 (talvez o maior evento da causa sustentável do Brasil), ou mesmo o Planeta Brasil, evento que teve suas emissões de Gases de Efeito Estufa inventariadas pelo Instituto Oksigeno nos anos de 2009, 2010, 2011 e 2014 e compensadas pelo plantio de mudas nativas.

Os eventos são uma eficiente maneira de alertar a população mundial sobre os grandes problemas do nosso planeta, e com o Rock in Rio não é diferente. Há mais de 15 anos o festival lançou o projeto “Por um mundo melhor”, demonstrando a sua preocupação com as causas socioambientais, e mobilizando as pessoas através do poder da música. Desde então o festival levanta a bandeira da sustentabilidade, reduzindo o impacto ambiental de suas principais atividades.

O poder de conscientização do Rock in Rio é gigantesco, já são 15 edições, que mobilizaram mais de 7,6 milhões de pessoas em 89 dias de evento. Em 2010 o festival lançou seu Plano de Sustentabilidade, que foi revisto em 2015, e que terá em 2017 o seu maior desafio sustentável, assumindo e identificando os impactos ambientais gerados pelo evento. Dessa forma, criará maneiras de minimizar os efeitos negativos e maximizar os legados positivos ambientais, sociais e económicos do evento.

Outro ponto forte do maior evento de música e entretenimento do mundo é o novo local escolhido para a sua realização: a festa vai acontecer no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Apesar de estar geograficamente próximo à antiga cidade do rock, a nova casa do Rock in Rio promete ser o maior evento musical em termos de gestão sustentável do mundo, só para se ter ideia o local terá quase o dobro do espaço com relação à edição anterior.

A Rock Street, neste ano também tem uma pegada verde e será inspirada na África, terá mais espaço arborizado e um lago artificial para dar mais frescor ao ambiente.

 GEE – Gases de Efeito Estufa

Há mais de 10 anos o Rock in Rio começou a inventariar e a compensar as emissões de Gases de Efeito Estufa gerados pelo evento, com cerca de 118 mil árvores plantadas até o ano passado, representando uma recuperação de 43 hectares de floresta. Em 2008 o festival adota o manual de Boas Práticas, com medidas a serem adotadas por todos os envolvidos na realização do evento, reduzindo o impacto ambiental e compensando somente as emissões inevitáveis.

Em 2017 o primeiro passo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa desta edição, foi facilitar o acesso, melhorando o tipo de transporte público que neste ano será pelo BRT e o metrô da Barra da Tijuca. Estima-se que mais da metade das emissões de Gases de Efeito Estufa do festival sejam em decorrência do deslocamento do público até o Rock in Rio.

Outra ação com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa aconteceu em 2012 no evento de Portugal, onde foi criado o parque de bicicletas, uma ação que visava promover o uso de uma forma de transporte ecologicamente correto até o festival.

 Gestão de Resíduos

Os grandes festivais acontecem em um curto período de tempo, porém geram grandes impactos socioambientais, com centenas de toneladas de resíduos, que podem causar um grande dano ao meio ambiente e a saúde pública se não forem destinados aos devidos locais para tratamento ou descarte. O Rock in Rio possui um Plano de Gestão de Resíduos, onde descreve como ocorrerá este descarte e tratamento dos resíduos provenientes de todas as operações do festival, incluindo medidas e orientações para todos os prestadores de serviço, que ao final do evento podem ser premiados em algumas categorias como: Stand, loja e fornecedor, de acordo com as práticas de sustentabilidade adotadas durante o festival.

Os materiais que não são passíveis de reutilização nas próximas edições do Rock in Rio são doados à ONG’s, escolas, companhias de teatro e outras entidades que possam aproveitar materiais como: grama sintética, tecidos, madeiras e lonas. A organização do Rock in Rio assegura que mais de 70% dos resíduos produzidos no festival são corretamente tratados e encaminhados para a reciclagem ou para a valorização

ISO 20121 – Sistema de Gestão de Eventos Sustentáveis

A partir de 2012 foram criadas recomendações para a organização de eventos sustentáveis, sendo desenvolvidas e sistematizadas normas pela ABNT com a ISO 20121, que trouxe orientações aos organizadores e proprietários sobre o sistema de gestão e a busca da melhoria contínua, destacando a importância do planejamento e identificação de questões voltadas ao desenvolvimento sustentável, considerando os aspectos ambientais, sociais e econômicos.

O Rock in Rio recebeu a primeira certificação ISO 20121 – Sistema de Gestão de Eventos Sustentáveis da América Latina, esta certificação reconhece as diversas ações desenvolvidas, antes, durante e após o evento, com o intuito de minimizar os impactos negativos e potencializar os positivos, apresentando o compromisso do festival com relação aos impactos socioambientais.

Um verdadeiro evento sustentável faz muito mais que plantar árvores e destinar corretamente seus resíduos, um verdadeiro evento sustentável deve promover e disseminar ações que impactam positivamente o meio ambiente. Essa parceria entre a música e as causas globais historicamente trazem bons resultados e demonstram que um grande festival musical pode e deve ir muito além da diversão e do entretenimento em prol do nosso planeta.

 

Fonte:  http://oksigeno.org.br/blog/rock-in-rio-por-um-mundo-melhor-e-sustentavel/

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