Minhocultura

Prof. Jair Alves

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  • Jair Alves Dionísio
    Jair Alves Dionísio Pós-Doutor em Fitopatologia, Universidade de Sevilla, Espanha
          Pós-Doutorado em Fitopatologia (Universidad de Sevilla), Doutorado em Engenharia Florestal/Microbiologia do Solo (Universidade Federal do Paraná, 1996), Professor Titular da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Biologia do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: Biologia do Solo e vermicompostagem de resíduos orgânicos.
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 A Minhocultura no Brasil

A minhocultura é uma técnica de criação de minhocas iniciada no século passado, por volta de 1940, na Califórnia/Estados Unidos, quando o monge Thomas Barret pela primeira vez utilizou as minhocas para decompor resíduos orgânicos. Porém, no Brasil a utilização de minhocas com o objetivo de decompor resíduos orgânicos iniciou na década de 70 com a Profª Christa Freia Knapper da Universidade do Vale dos Sinos, São Leopoldo–RS. Atualmente, a minhocultura é praticada em todo o país, independentemente do tipo de clima, utilizando-se resíduos convencionais ou naturais de crescimento de minhocas: estercos (bovino, ovino e equino), podas de grama e árvores, resíduos orgânicos domiciliares e de restaurantes. Além disso, os resíduos urbanos não convencionais ou não naturais também estão sendo utilizados para alimentar as minhocas, entre eles destacam-se: dejetos líquidos de suínos; lodos de ETE (estações de tratamento de esgoto) e ETA (estações de tratamento de água); da indústria de celulose e papel e laticínios.  A técnica está em grande expansão na Europa, Estados Unidos, Austrália, Ásia e Américas (Sul, Norte e Central). A minhocultura se difundiu basicamente a partir da comercialização dos seus dois produtos clássicos: húmus (adubo orgânico – devido às suas características químicas) e minhoca viva (matrizes e fonte proteica – utilizada na alimentação, principalmente de aves).

No Brasil, a técnica ainda é considerada incipiente, considerando-se os dados referentes ao número de minhocultores, a produtividade atingida nas criações e o pouco reconhecimento da atividade no cenário nacional. Existem muitas limitações que dificultam o desenvolvimento da técnica, entre as quais é possível destacar, principalmente, os baixos níveis educacional e tecnológico do produtor, que muitas vezes tem servido para retardar o processo de implantação nas propriedades rurais, como também em unidades de tratamento de resíduos urbanos. Além disso, é necessário destacar que os produtores quase não possuem literatura especializada sobre o tema, como também acesso a treinamentos especializados que poderão contribuir para a sua formação.

A minhocultura no Estado do Paraná começou nos anos 80, porém ainda não obteve expressão, são poucos os minhocultores que conseguem se manter na atividade e, principalmente, desta. Nos anos 90, a região metropolitana de Curitiba chegou a ter mais de 30 minhocultores cadastrados na UFPR/SCA/DSEA/Laboratório de Química e Fertilidade do Solo e, atualmente, são raros os que persistem na atividade. Na Europa, nos Estados Unidos, Canadá e Espanha a técnica tem como proposta a obtenção de dois produtos: húmus e minhocas e em grande expansão os seus subprodutos: farinha de minhoca destinada a diversos animais, minhocas vivas para animais: aves, peixes e rãs, minhocas desidratadas para diversos animais, comércio de casulo (coccons) e até o lixiviado das criações.

O cenário nacional necessita ser revisto, pois essa técnica representa mais uma atividade zootécnica que permite a integração dentro de uma propriedade agrícola, mediante a utilização de resíduos agrícolas e, principalmente, de estercos de diversos animais. Dessa forma, promovendo a elevação de renda do produtor, possibilitando a utilização do húmus, como adubo orgânico, nas propriedades agrícolas e o comércio dos mais variados subprodutos. Porém, só é possível essa integração com a elevação do nível tecnológico do minhocultor.

Diante da atual situação, a oferta da disciplina AL 010 Minhocultura, como optativa, ao currículo dos cursos de Agronomia e Zootecnia, pode ser justificada como uma das poucas propostas nas instituições superior do país a investir na divulgação da técnica de minhocultura, com o intuito de elevar o nível tecnológico dos estudantes. Como suporte técnico e infraestrutura a disciplina conta com a participação de docente/pesquisador com formação específica, utilizando literaturas básica e técnica, atualizadas, de forma similar ao que ocorre em outros países desenvolvidos.   

 Criação de Minhocas

A criação de minhocas é uma técnica que se utiliza dos conhecimentos e das observações do hábito alimentar desses animais na natureza, o que possibilitou a sua propagação pelos cinco continentes. As minhocas utilizadas em criações são originárias do solo, especialmente da camada superficial, na qual ocorre a deposição natural de matéria orgânica, representada principalmente pelas folhas das plantas das florestas nativas ou secundárias, dos campos ou das áreas de cultivo, destacando-se aquelas que deixam grandes quantidades na superfície do solo como é o caso do plantio direto.

De acordo com Bouchet (1977), as minhocas podem ser classificadas do ponto de vista ecológico em epígeas, anécicas e endogeicas (Figura 1).

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Figura 1. Categoria ecológica de minhocas (Guimarães, 2015).

a) Epígeas ou transformadoras de restos vegetais – são essencialmente pequenas cavadoras; habitam o horizonte orgânico ou a camada de folhas mortas sobre o solo, alimentando-se principalmente de matéria orgânica bruta; ingerem grandes quantidades de material vegetal sem decompor.

Ex.: Lumbricus rubellus, Eisenia andrei, Eisenia fetida, Eudrilus eugeniae, Perionyx scavatus e Eiseniella tetraedra.

b) Anécicas – tem a capacidade de atingir vários metros no perfil do solo e vivem em galerias verticais mais ou menos permanentes, onde, segundo as condições do solo podem se beneficiar de um gradiente microclimático.

Ex.: Lumbricus terrestris, Aporrectodea trapezoides e Allolobophora longa

c) Endógenas – tem pouca pigmentação, vivem em maior profundidade no solo de onde retiram a matéria orgânica para se alimentar. Geralmente constroem galerias horizontais e muito ramificadas, as quais são preenchidas com suas deposições enquanto se movem pelo horizonte orgânico-mineral do solo.

Ex.: Pontoscolex corethurus (Minhoca mansa da terra).

O processo de criação de minhocas detritívoras consiste no confinamento desses animais em substratos orgânicos, previamente preparados para que forneçam ambiente adequado do ponto de vista físico, químico e biológico e alimento de qualidade.

a) Físico: umidade, temperatura e oxigenação.

b) Químico: pH, nutrientes e condutividade elétrica e ausência de toxidez; e

c) Biológico: ausência de predadores, e a não competitividade por alimento e espaço físico entre os animais.

As instalações para as criações de minhocas ou minhocários variam de acordo com os investimentos, o nível tecnológico do minhocultor (produtor de minhocas), as dimensões do projeto de exploração e a finalidade. As formas mais comuns são montes, canteiros, canteiros suspensos, caixas sobrepostas e colchões.

A criação de minhocas tem por objetivo o aumento da biomassa desses animais e a produção húmus.  São considerados subprodutos desse processo de criação, dentre outros, farinha, iscas, casulos e matrizes.

 Produtos e Subprodutos

O histórico da minhocultura no mundo demonstra que essa prática evoluiu com a finalidade de produção de húmus e consequentemente está associada à elevação do número de minhocas durante o processo de criação delas, graças à grande capacidade reprodutiva desses animais.

Os produtos clássicos da minhocultura são o húmus e a minhoca. Aquele pode ser comercializado como adubo orgânico e não possui limitação de uso para as culturas agrícolas e esta tem seu comércio na forma de matriz, isca viva para peixes, casulo e desidratada.

O número de subprodutos gerados na minhocultura tem aumentado significativamente. Entre eles, destaca-se a produção de farinha de minhoca para alimentação de peixes, aves e animais domésticos, devido ao elevado teor de proteína (70%) no corpo deste animal.

Na China a farinha de minhoca é aceita na medicina popular; em muitas populações indígenas da África e da América do Sul é consumida como alimento; no Brasil, a Anvisa ainda não autorizou o uso desse produto na alimentação humana.

A partir do húmus de minhoca, também é produzido o “chá de húmus de minhoca”, de forma aerada ou não aerada, e os resultados de pesquisas mais recentes são muito promissores no controle de agentes que causam perdas expressivas nas lavouras de todo mundo todo, a exemplo de pragas, fungos e nematoides.

 Legislação sobre Húmus de Minhoca

 Durante o período de 2009 a 2014, para comercialização do húmus de minhoca ou vermicomposto, era necessário o registro no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) em atendimento à legislação “Instrução Normativa no 25 de 23 de julho de 2009, Anexo III”, que incluía esse insumo juntamente com os Fertilizantes Orgânicos Mistos e Compostos, e eram exigidas as seguintes garantias, expressas em base seca, com a umidade determinada a 65 oC.

Garantia Vermicomposto
Umidade (máxima) 50%
Nitrogênio total (mínimo) 0,5%
Carbono Orgânico 10,0%
pH (mínimo) 6,0
Relação C/N 14/1
Relação CT/C Como se indica
Outros Nutrientes Como se indica

A partir de 2014 o Decreto Federal no 8.384, de 29 de dezembro de 2014, Art. 18 ISENTOU o húmus de minhoca ou vermicomposto de registro no MAPA.

Para mais detalhes acesse o site.

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8384.htm).

Uma análise da situação atual nos permite uma reflexão, demonstrando que a legislação de 2.009 (IN no 25/2009 do MAPA) era um avanço para proteção do consumidor, pois exigia garantias físicas (umidade) e químicas (pH, N, C e relação C/N) para registro do produto no MAPA, as quais eram mínimas, comparando-se com a legislação de outros países, a exemplo da Espanha, onde o parâmetro granulometria é especificado em garantia, conforme o DECRETO REAL Nº 824/2005, de 8 de julho e 2005.

A minhocultura está em ascensão no país e, cada vez mais, novas matérias primas estão sendo inseridas no processo de produção, gerando húmus de qualidade variável o qual pode não atender à finalidade deste insumo, razão por que é bastante questionável a exclusão do húmus de minhoca ou vermicomposto do Decreto Federal no 8.384/2014.

Atualmente, a responsabilidade da qualidade do produto lançado no mercado é do minhocultor, e cabe ao consumidor adquirir esse insumo e utilizá-lo, sem jamais poder questionar o seu valor como fertilizante ou condicionador do solo.

Um simples exemplo da fragilidade a que o consumidor está exposto pode ser observado no parâmetro umidade do húmus de minhoca, que estava limitado a, no máximo 50% (IN no 25/2009 do MAPA), porém, pode ser elevado por conta do produtor, a qualquer valor acima da garantia anteriormente prevista. Sabe-se que o húmus de minhoca é utilizado principalmente como adubo orgânico, fonte de nitrogênio, cuja mistura com outros materiais orgânicos de baixos valores de N, ricos em celulose, causará diluição do teor de N, diminuindo a qualidade desse produto.

É fundamental que o consumidor de húmus de minhoca antes de adquirir esse insumo, procure obter o máximo possível de informações sobre a idoneidade dos produtores e/ou empresas, como também se certificar da fonte de matéria orgânica utilizada para preparar o substrato e conhecer o controle de qualidade realizado. Adquirir o húmus de minhoca de produtores conhecidos, vizinhos, empresas confiáveis e tradicionais, já estabelecidas no mercado é outra alternativa confiável.

Legislação sobre Dissecação e Produção de Farinha e Minhoca

Até o ano de 2008 era muito comum, nas aulas práticas de Biologia do ensino médio ou de Zoologia nos cursos superiores, a dissecação de animais para estudos de anatomia interna.  Porém, para evitar abusos, usos indevidos e maus tratos com os animais, neste ano foram aprovadas a Resolução no 879/08 do Conselho Federal de Medicina Veterinária e a Lei Federal no 11.794 que regulamentam o uso de animais, abrindo um novo capítulo no ensino e na pesquisa científica do Brasil.

Entende-se por utilização de animais: manipulação, captura, coleta, criação, experimentação (invasiva ou não-invasiva), realização de exames ou procedimentos cirúrgicos, ou qualquer outro tipo de intervenção que possa causar estresse, dor, sofrimento, mutilação e/ou morte.

Cientes da importância dos estudos de anatomia interna das minhocas, as instituições de ensino médio e superior têm recorrido às mais diversas técnicas para contribuir para melhor formação dos estudantes, entre elas destacam-se o uso de pranchas, modelos e desenhos com minhocas dissecadas.

Para obter mais detalhes consulte http://www.agrarias.ufpr.br/portal/comite-de-etica-animal

Farinha de Minhoca

A produção de farinha de minhoca é fundamentada na composição do corpo desse animal, pois apresenta elevado teor de proteína (58 a 70%) da massa seca, contêm aminoácidos essenciais e não essenciais; vitaminas A, D, E, e algumas do complexo B; ácidos graxos e outras substâncias importantes tanto para atletas como para compor produtos dietéticos, já que não contém lipídios ou o chamado colesterol ruim.

Por volta dos anos 70, com os trabalhos de McInroy (1971), Fosgate e Babb (1972) iniciou-se a produção da farinha de minhoca que é composta de etapas que compreendem a criação do animal em cativeiro, limpeza externa e interna do corpo (expurgo), desidratação e posterior trituração. Porém, a etapa mais critica é a desidratação, que pode ser em estufas, forno de micro-ondas, liofilizador e até mesmo por exposição direta ao sol.

A alimentação, ou seja, o substrato no qual as minhocas são cultivadas interfere diretamente na composição do corpo desse anelídeo, sendo assim, quanto mais rico em nitrogênio, maior será o teor de proteína final na farinha. Além disso, são observadas variações dentro do mesmo grupo zootécnico, como por exemplo, bovino. O excremento desses animais apresenta variação expressiva em função do alimento consumido, se é ração ou apenas pastagem, sendo o primeiro mais rico em nitrogênio. Dessa forma, minhocas cultivadas em substratos de bovinos que consomem ração irão apresentar teores mais elevados de proteína, em detrimento daqueles que consomem apenas pastagem.

A farinha de minhoca tem sido testada na criação de peixes e na ração de suínos, com resultados satisfatórios na substituição da fonte proteica (farelos de soja, farinha de sangue, entre outros) e promovendo redução nos custos de produção.

É importante destacar que, devido ao elevado valor proteico, a farinha de minhoca tem potencial para utilização na alimentação humana. Porém, deve-se destacar que, para tal finalidade, necessita passar por um processo de esterilização, a fim de eliminar microrganismos patogênicos e também preserve a sua composição.

 Chá de Húmus para Minhoca

Nas duas últimas décadas, há muitos relatos do uso de extratos aquosos (chás) de compostos ou de húmus de minhoca usados para controlar doenças foliares e do solo. Essas fórmulas naturais estão se destacando na agricultura, pois elas podem representar um papel promissor no controle biológico de doenças de plantas, principalmente na agricultura familiar.

Os resultados de pesquisa têm demonstrado o potencial de chá de compostos ou húmus em suprimir doenças de plantas que ocorrem na parte aérea como também nas raízes. Esta abordagem de controle biológico, se constantemente eficaz na prática, é uma alternativa potencialmente atraente para substituição dos fungicidas, principalmente em agricultura sustentável.

Fungicidas sintéticos representam a medida de controle de doenças fúngicas de plantas mais amplamente utilizada. São relativamente eficazes, embora, tenham dois grandes inconvenientes: falta de eficácia em longo prazo causada pelo desenvolvimento de resistência em patógenos de plantas e seus efeitos adversos sobre a saúde humana e para o meio ambiente.

Os chás de compostos ou vermicompostos são vistos como alternativa potencial ao uso de fungicidas sintéticos, em resposta ao aumento crescente das necessidades ambientais e produção de alimentos seguros. Esses podem conter moléculas orgânicas e inorgânicas solúveis, tais como substâncias húmicas e um grande número de organismos, incluindo bactéria, fungo, protozoário e nematoide que podem prover o crescimento vigoroso e saudável de várias plantas, reduzindo o uso de produtos químicos.

 Um grande número de fatores está envolvido no processo de extração dos compostos que influenciam os componentes químicos e microbiológicos, responsáveis pela sua eficácia no controle de doenças. A supressividade do chá de composto é essencialmente atribuída a seu componente biótico que tem atividade antagônica contra patógenos ou induz a resistência sistêmica.

O modo de ação de cada chá de composto pode variar devido a certos fatores como, substratos, micróbios, presença de substâncias químicas, entre outros. Embora o chá de composto apresente-se como uma promessa técnica supressiva, a inconsistência de controle é um importante fator de risco. Muito pesquisas ainda são necessárias, com combinações específicas de culturas, patógenos, tipos de chá composto, e procedimentos de aplicação para que se possa compreender a supressão das doenças mediante a aplicação de chá de húmus de minhoca.

Vermiponia

A vermiponia é uma técnica recente, que se origina da junção das práticas de vermicompostagem e hidroponia. A técnica está em desenvolvimento, principalmente pelo crescente apelo popular por produtos orgânicos (sem adição de adubos minerais e sem agrotóxicos).

A tecnologia começa com a obtenção do vermicomposto ou do húmus de minhoca em qualquer sistema de produção, que posteriormente é transformado em “chá de húmus” e, durante o processamento, poderá ou não receber oxigenação. Para assegurar a utilização do “chá de húmus”, o líquido é filtrado e gera uma solução nutritiva, orgânica e rica em microrganismos vivos, isenta de partículas em suspensão. Posteriormente, essa solução é utilizada em sistemas hidropônicos fechados ou abertos, com a finalidade de substituir ou reduzir a aplicação da solução nutritiva mineral, que é tradicionalmente utilizada nas diversas culturas para assegurar o desenvolvimento das plantas.

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Homenagens às Minhocas

Ao longo da história da humanidade as minhocas sempre despertaram a atenção de pessoas mais sensíveis ao trabalho executado por esses animais na natureza, como exemplo é possível citar a relação dos faraós no antigo Egito com esse anelídeo, por conhecerem os benefícios que causavam ao solo.

Opostamente a esta situação, no Brasil, algumas espécies como o grupo dos minhocoçus (minhocas gigantes), para poderem sobreviver, são protegidas por lei.

Porém, o reconhecimento do trabalho desses animais está cada vez mais evidente em todo mundo, destacando-se a participação da Espanha, onde há homenagem à minhoca em forma de escultura em praça pública. Além disso, oito países da comunidade europeia criaram um mapa digital da biodiversidade desses animais naquele continente.

CRONOLOGIA

Antigo Egito – “animal sagrado” e previsão de castigos muito severos para quem as causassem danos. (Faraós)

Aristóteles (filósofo grego; 384 a.C a 322 a.C.) – “os intestinos da terra”;

Charles Darwin (Em 1881, no livro A formação da terra vegetal pela ação das minhocas) –  explica a verdadeira função destes invertebrados no solo.

O reconhecimento do trabalho desses animais está cada vez mais evidente em todo mundo, destacando-se a participação da Espanha, onde há homenagem à minhoca em forma de escultura em praça pública. Além disso, oito países da comunidade europeia criaram um mapa digital da biodiversidade desses animais naquele continente. Opostamente a esta situação, no Brasil, algumas espécies como o grupo dos minhocoçus (minhocas gigantes), para poderem sobreviver, são protegidas por lei.

HOMENAGENS

1) A prefeitura da cidade de Vigo, na Espanha, colocou reconhecendo a importância  do trabalho das minhocas no solo colocou na Praça da Miñoca uma escultura gigante desse animal de autoria dos arquitetos Javier Pena Fernández, Mariano de Labra, Cesar Jiménez, Antonio Davila y Luis Meijide.

Vale á pena consultar o site para visualizar a configuração do monumento e o efeito causado no espaço público.

https://planetatour.wordpress.com/2011/11/14/minoca-vigo/

2) A Minhobox, sediada em Juiz de Fora – MG, expôs no pátio da empresa uma estrutura gigante da minhoca  da Califórnia (Eisenia andrei).

Mais detalhes:

www.minhobox.com.br

Resultados de Pesquisa

Nesta seção você irá encontrar informações de trabalhos de pesquisa, da autoria do Profº Jair Alves Dionísio ou de pesquisadores nacionais e internacionais que trabalham com minhocas detritívoras.

As informações serão apresentadas como resumo de trabalho/artigo/dissertação/tese e será disponibilizado um link para quem tiver interesse em acessar o trabalho original.

De posse dessas informações, o leitor se manterá informado das principais pesquisas realizadas no mundo que envolvem minhocas, principalmente as geradas na minhocultura, ou seja, quando as espécies utilizadas forem detritívoras principalmente (Eisenia andrei, Eudrilus eugeniae e Perionyx escavatus). E ainda poderá obter informações, entre outros, sobre substratos, formas de aplicação de húmus de minhoca, utilização de farinha de minhocas e aplicação de chá de vermicomposto.

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