Maringá é destaque em logística reversa com mais de 1,7 mil toneladas de materiais reciclados em um ano

materiais reciclado

Maringá é destaque em logística reversa com mais de 1,7 mil toneladas de materiais reciclados em um ano.

Há dois anos, a Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR) transformou Maringá em um importante núcleo de logística reversa do Brasil. Só em 2017, foram processados e destinados mais de 1,7 mil toneladas de resíduos para serem utilizados como matéria-primeira de seis empresas, das quais uma é da cidade.

Do material reciclado, a maior parte é vidro. Só desse material, no ano passado, foram quase 800 toneladas, além de papelão (450 t), papel branco e misto (430 t) e embalagens, como de leite longa vida e sacolas plásticas.

A empresa de mangueiras Eletroflex, de Maringá, é uma das clientes da Central. Compra  filme reciclado, que é feito a partir de sacolinhas de supermercados e sacos de alimentos, como de arroz.

A CVMR nasceu de uma parceria entre o Instituto de Logística Reversa (ILOG), governo estadual e treze cooperativas de catadores de recicláveis de Maringá e região. Dessas, sete são maringaenses: Cooper Ambiental, Cooper Canção, Cooper Cicla, Cooper Maringá, Cooper Norte, Cooper Palmeira e Cooper Vidros.

Em Sarandi, tem a Cooper Ecológica; Mandaguaçu, a Coreman; Mandaguari, a Acaman;  Paiçandu, a Coopmar e, em Marialva, a Aclimar.

As cooperativas recebem os materiais recicláveis recolhidos pelos caminhões que passam pelos bairros. Cada caminhão é destinado para uma cooperativa, que faz a triagem, a separação dos materiais e vende para a Central.

O presidente do ILOG em Curitiba, Nilo Cini Junior, explica que Central reduz o volume dos materiais, fazendo a compactação, a separação por cores e agregando valor ao resíduo. Outra vantagem é que, por oferecer material em grande quantidade e qualidade, consegue clientes fiéis.

Número de reciclados é abaixo do esperado

Apesar do número relevante de reciclados, Maringá ainda não atingiu a expectativa do intituto. A gerente do ILOG em Maringá, Soraya Bischoff, diz que era esperado para o ano passado, processar 3 mil toneladas de resíduos.

De acordo com ela, as justificativas para não atender a expectativa são três. Primeiro, houve atraso na liberação do alvará para inauguração de um segundo barracão da CVMR, destinado para processamento de garrafas pet.

O problema está sendo solucionado e a inauguração do barracão está programa para março. Mais de R$ 3,5 milhões foram investidos na construção.

Soraya também relatou que “teve meses que a prefeitura não recolheu material reciclável para abastecer as cooperativas”, desta forma, não havia material para ser processado.

Outro grande problema, de acordo com a gerente, é o trabalho informal dos catadores de recicláveis, especialmente latinhas. “Muitas pessoas perderam seus empregos e hoje saem catando latinha, quando o caminhão da prefeitura passa, não há mais material”, explica.

A logística reversa, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é um instrumento de desenvolvimento econômica e social que prevê a coleta e reciclagem, ou a destinação ambientalmente adequada por parte das próprias empresas que produzem os materiais.

O processo é regulamentado pela lei nº 12.305, de 2010, que visa à redução, reutilização e reciclagem na geração de resíduos. No entanto, ainda falta conscientização por parte dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, responsáveis pela destinação correta dos materiais.

Empresa será contratada para coleta de recicláveis

A Prefeitura de Maringá pagará R$ 5,773 milhões para a PaviService, que venceu a licitação e aguarda pela assinatura do contrato. A empresa irá fazer a coleta de recicláveis em toda a cidade por 12 meses. Inicialmente, o valor máximo da licitação era de R$ 5.873.868,00.

A PaviService terá que disponibilizar dez caminhões furgões, com um motorista e três coletores cada. Atualmente, a coleta seletiva conta com sete caminhões, de acordo com o secretário de Serviços Públicos, Vagner de Oliveira.

Todo mês, deverá ser encaminhado para o município relatórios eletrônicos de prestação de serviço. Além disso, os caminhões serão monitorados via satélite, o que vai permitir a geração de posições e os trajetos percorridos. Também deverão ter visualizador de quilometragem rodada, mapas digitais de satélite híbridos e relatório de tempo parado.

Fonte: Saneamento Básico.

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