Estudo da Pöyry aponta setor de base florestal com peça chave para a melhoria do clima

Para o diretor de Consultoria em Florestas e Biomassa da Pöyry, Petteri Pihlajamaki, a conscientização sobre o clima estabeleceu um precedente para novas e ambiciosas ações relacionadas ao tema

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No Brasil, a floresta plantada com eucalipto se destaca

A Pöyry acaba de publicar um novo Point of View no qual explora as novas soluções de mercado, baseadas no carbono das florestas, que ajudam a lidar com a questão das mudanças climáticas. Denominado “Unlocking the benefits of forest carbon”, o documento detalha como o Acordo de Paris tem sido um catalisador para as companhias ampliarem as iniciativas de sustentabilidade e de mitigação dos riscos relacionados ao clima. Para tanto, novas soluções têm sido encontradas para reter o carbono nas florestas que combinam os benefícios climáticos, gerenciamento sustentável de florestas e soluções materiais.

Para o diretor de Consultoria em Florestas e Biomassa da Pöyry, Petteri Pihlajamaki, a conscientização sobre o clima estabeleceu um precedente para novas e ambiciosas ações relacionadas ao tema. “O carbono retido nas florestas, ou carbono florestal, o qual deve exercer um papel importante no conjunto de esforços para combater a mudança climática, contribui para o gerenciamento sustentável das florestas. Neste conjunto de ações, propõem-se novos materiais derivados da madeira, geralmente mais sustentáveis”, comenta Pihlajamaki, ao acrescentar que as empresas do segmento florestal, bem como as que atuam nessa cadeia de valor, têm importante papel a desempenhar na resolução desses problemas.

O estudo destaca que melhorias podem ser alcançadas nas florestas existentes mesmo com ações mínimas e sem a necessidade de investimentos significativos. Mesmo que o processo de otimização dependa de uma variedade de fatores (tais como o tipo de floresta, período de tempo desejado e o impacto de carbono almejado), todos os produtores florestais podem proporcionar melhorias nesta área.

A Pöyry também identificou, nas novas florestas e nos plantios florestais, oportunidades para a mitigação de carbono, e estima em 300 milhões de hectares a área de terra que pode ser plantada para a produção de madeira e de biomassa, sem que se ameace a segurança alimentar. Como forma de mostrar que o replantio de florestas deve ser uma prioridade, o documento utiliza um cenário hipotético que considera ser necessário plantar mil árvores para compensar as emissões anuais CO2 de cada cidadão da União Europeia.

“O carbono florestal não representa uma oportunidade apenas para os proprietários de florestas. Olhando no fim da cadeia de valor, as empresas já interessadas em melhorar seu desempenho em sustentabilidade buscam novas soluções de carbono florestal, além da substituição de materiais, para ajudar a mitigar a mudança climática. A utilização de biomassa sustentável para produção de energia em substituição a combustíveis fósseis também é uma oportunidade significativa”, lembra Pihlajamaki.

O documento destaca ainda que questões relacionadas à mudança climática não são critérios-chave para a tomada de decisões no setor privado, no qual as empresas continuam focando nas preferências do consumidor, gerenciamento de marca, redução de custos, desempenho, segurança e questões regulatórias. Contudo, sustentabilidade e ações que beneficiam o clima estão se tornando parte integral desses aspectos, e o setor privado está se adaptando para abraçá-los. Os consumidores também estão se tornando mais conscientes sobre as mudanças climáticas, e muitos já demandam produtos e serviços sustentáveis.

FONTE: PAINEL FLORESTAL

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